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(Texto baseado em diversos relatos contados por moradores da região)
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Em 1850 a região era toda ocupada por mata virgem, quando apareceram vários posseiros portugueses, dando início a comunidade. Antônio Luiz de Souza construiu uma casa onde está hoje a residêcia do senhor José Joel Vieira. Antônio Luiz da Costa construiu uma casa onde nas proximidades do terreno que hoje é de propriedade da Associação Comunitária. Outra família vinda de Cachoeira de Minas também construiu sua residência. Sendo numerosas essas três famílias (45 filhos). O retrato falado de Antônio Luiz da Costa, primeiro morador do bairro, foi dado como um homem forte, com barbas longas, severo, de pouca conversava com seus familiares. Em 1917 já era formado um pequeno povoado no qual denominaram de bairro dos Costas, por ser o sobrenome da maioria de seus moradores.
A vila sentiu necessidade de uma igreja, por todos serem de origem católica resolveram construir uma igrejinha que chamavam Igreja de Santa Cruz, construída de pau a pique, de 3 por 2,5 metros de extensão. Uniram-se várias pessoas para trazer a Imagem de São João Batista, existente até hoje na comunidade, foi trazida de Cachoeira de Minas em carro de boi, pois naquele tempo não havia nem automóvel nem estrada para chegar a comunidade.
Já nessa época tinha como moradores as famílias João Inácio de Souza, Daniel Luiz de Souza, Josá João de Souza, José Luiz da Costa, Francisco Inácio da Rosa. Viviam em situaço precária, os bebês eram criados em redes feita de bambu, o índice de mortalidade infantil era 50%, os remédios eram somente ervas dadas por curandeiros e benzedores da região, os mortos não tinham caixão, eram colocados em banguê, eram levados até o Cemitério de Gonçalves. O banguê, era um tecido que envolvia o morto, era amarrado com cordas em uma madeira onde quatro pessoas colocavam nos ombros para levarem ao cemitério. Contam-se os mais antigos que a madeira do banguê arrebentou na divisa entre Gonçalves e os Costas, e o morto ficou caído no chão, lá no alto no meio da estrada, até ser providenciada outra madeira no mato, dizem até hoje que, há meia-noite, vê-se um caixão no meio da estrada impedindo a passagem das pessoas, com isso ficou a lenda da Assombração no Alto da Cruz. Só que não se sabe quem era o morto e ninguém confirma que viu mesmo a assombração. Também se destaca como assombração o Machadeiro das Tocas, onde alguns dizem ouvir até hoje o barulho de árvore caindo.
Até 1927, quem exercia o cargo de parteira era uma senhora, filha de Antônio Luiz da Costa, D. Maria do Chico Inácio, de 1927 até 1969 quem exercia era a senhora Madalena Maria de Jesus, esposa de Antônio Pissidonho, seu primeiro parto foi destacado com o nascimento de Bento Ricardo de Souza e nessas décadas foram mais de quinhentos partos feitos no Bairro e em toda a região Fazendo do Álvaro, Onças, Gonçalves, Ribeirão das Pedras etc. vieram e com o aumento dos moradores em 1926 construíram uma Igreja maior, também de pau a pique de 4 por 6 metros de extensão (vinte quatro metros quadrados). A vida econômica das pessoas era baseada em lavouras. Nessa poca o índice de mortalidade infantil era de 20%. Os professores eram particulares e pagos por algumas famálias, na época era adotado o regime de palmatória e castigo. Rosa Gonçalves iniciou como professora. Os moradores sentindo a necessidade de seus filhos estudarem reivindicaram ao prefeito de Municipal de Paraisópolis a construção de uma escola municipal.
Nos quarenta dias de quaresma as pessoas tinham outros costumes, recomenda para as almas, onde um grupo de pessoas saia, de casa em casa, a noite cantando, todos com panos branco na cabeça.
Um fato marcante de 1932, Joaquim Inácio por motivos desconhecidos fez greve de fome, ficou 40 dias sem comer e nem beber até morrer; outro fato que abalou a comunidade foi em 1944, o senhor Antônio Inácio da Rosa assassinou Luiz Arvelino, foi o único assassinato que houve nesta comunidade até os dias de hoje.
Na época da 2° Guerra Mundial, a zona rural também sofreu com o contingenciamento de alimentos, os alimentos que vinham dos armazéns eram distribuídos com escassez pelo número de pessoas que haviam nas casas.
A partir de em diante, o bairro foi se multiplicando e em 1945, o povo sentiu a necessidade de uma Igreja maior, e se organizou para a construção de uma com 9 por 16 metros (144 metros quadrados), que foi inaugurada em 1952.
Em 1948, com a luta dos moradores fazendo mutirão organizado, e cada semana uma família era responsável, abriram a estrada dos Costas à Gonçalves, e em 1953 o Bairro Costas passou a categoria de distrito. Sendo instalado em 23 de julho de 1961, depois de muitas oposições políticas na época (PSD) que lutaram para levar os Costas a Distrito, mas graças ao mandato do governo de Magalhães Pinto, e a ajuda de Geraldo Mello R. conseguiram a instalação. Foram com brigas oposicionistas onde os adversários lutaram com fúria contra a instalação, lotavam automóveis de opositores para ir até a Prefeitura tentar impedir, a política contrária impedia-os de entenderem que elevando a categoria de Distrito favorecia a comunidade, por causa da emancipação dos municípios de Gonçalves e Consolação, o Bairro dos Costas seria dividido pelo rio que atravessa, um lado pertenceria a Gonçalves e o outro lado a Consolação.
Atualmente o Distrito possui 300 casas residenciais. Vários comércios, possui um Prêdio Escolar chamado "Escola Municipal Monsenhor Carneiro Pinto". Possui uma boa Praça, calçamento e asfalto nas ruas, a estrada que dá acesso as cidades vizinhas de Gonçalves e Córrego do Bom Jesus em bom estado de conservação. Possuem saneamento básico, telefones públicos e residênciais. Turistas de várias regiões visitam o Distrito.
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